Aluna: Gláucia Renata Nascimento da Silva Campos.
Matrícula: 18112080065
Introdução: A mulher na sociedade- Contexto histórico
A mulher, desde muito cedo, vivia sobre os ditames de uma figura masculina, da qual decidia o que era melhor para a sua vida, inclusive, a escolha do noivo para que ela se casasse era feita pelo pai. Após o casamento, a mulher deixou de receber ordens do pai para obedecer as de seu esposo e, assim, a cultura patriarcal foi sendo repassada, como em um círculo vicioso.
O patriarcado é uma forma de organização social onde suas relações são regidas por dois princípios basilares: as mulheres são hierarquicamente subordinadas aos homens, e os jovens estão subordinados hierarquicamente aos homens mais velhos, patriarcas da comunidade. (SCOTT. J. 1995)
A mulher era subordinada. Estava determinado para a sua vida apenas as funções: de servir ao marido, de cuidar da casa e dos filhos. Não havia nenhuma outra função na sociedade para a mulher. Não era vista como cidadã. Não tinha direito de escolha, de voto e nem voz.
No Brasil, a partir do século XVII, muitas mulheres passaram a frequentar salões, dos quais haviam festas, reuniões, como nos afirma Rodrigues:
No século XVII, utilizando-se de oportunidades que vão sendo oferecidas, como a frequência a salões, onde podem se aproximar dos poetas, escritores e palestrantes, algumas mulheres conseguiram firmar-se no terreno intelectual. E, mesmo permanecendo as idéias preconceituosas de que a mulher não podia possuir ao mesmo tempo a beleza e a razão, algumas buscam aprimorar e adquirir conhecimentos intelectuais através de leituras.
(RODRIGUES, p.4)
Como vimos foi através de eventos sociais que a mulher ganhou espaço no meio intelectual. Porém, ainda havia muitos preconceitos por não compreenderem que a mulher podia ser tão feminina, quanto inteligente, pois na sociedade da época essas competências eram díspares.
Com o passar do tempo, ainda que paulatinamente, as mulheres foram conquistando espaços na sociedade. Com a Revolução Industrial se inseriram no mercado de trabalho tornando-se operárias em fábricas como podemos comprovar em:
A mulher também foi obrigada a encarar o trabalho fabril, pois os salários dos trabalhadores masculinos, que eram considerados chefes de família, foram profundamente achatados e não garantiam mais a subsistência familiar. Isto mudou radicalmente a vida das mulheres, já que elas passaram a executar dupla jornada de trabalho. No âmbito doméstico continuaram a cumprir com as funções de reprodução e, na fábrica passaram a desenvolver as atividades precarizadas em funções multitarefas. As mulheres, assim como os homens operários, eram condenadas ao trabalho em razão das necessidades impostas pela subsistência.
(BOTTINI,2013)
Embora tenha sido uma grande conquista, como explicitado acima, a mulher se inseriu no mercado de trabalho por necessidade. Para sobreviver e ser, assim como o homem, a provedora do lar. Isso acarretou uma dupla jornada: como a de esposa/mãe e a trabalhadora.
Outro marco histórico, que muito contribuiu para esse avanço foi o movimento das sufragistas, que revolucionou o mundo ao reivindicarem pelo direito ao voto no Reino Unido, em 1918. Apesar de conquistar a inserção no mercado de trabalho, direito ao voto e tantas outras conquistas adquiridas por meio de várias lutas em momentos históricos, ainda assim, na atualidade nos deparamos com situações de desigualdade e de desrespeito à mulher.
Muitos são os obstáculos e desafios em ser mulher, dessa forma, temos o objetivo de usar esse espaço como lugar de reflexão e transformação de pensamentos e atitudes a fim de promover o respeito e a valorização da mulher, bem como igualdade entre homens e mulheres na sociedade.
Texto de autoria de Gláucia Renata Nascimento da Silva Campos.
Referências bibliográficas
BOTTINI, Lucia Mamus. O trabalho da mulher nas fábricas durante a revolução industrial, na Inglaterra de 1780 a 1850. In: Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE- Produções Didático-Pedagógicas. 2013.
RODRIGUES, Valeria Leoni. A importância da mulher.
SCOTT, J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, 20, 71-99, 1995
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